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CANÇÃO DA PRIMAVERA - MARIO QUINTANA - CARTAZES PARA IMPRIMIR














Mario Quintana; Canções, 1946


 

🌸 Primavera na Educação Infantil: 10 Experiências com Natureza, Arte e Descobertas + BNCC


Propostas lúdicas para observar a natureza, investigar cores, flores, plantas, pequenos animais e as transformações do ambiente

A chegada da Primavera pode proporcionar experiências muito significativas na Educação Infantil.

Mais do que decorar a sala com flores ou produzir lembrancinhas, podemos aproveitar esse período para convidar as crianças a observar, tocar, investigar, comparar, cuidar e perceber as transformações que acontecem na natureza.

Uma folha nova, uma flor que se abriu, um inseto que apareceu no jardim ou uma árvore que mudou podem despertar perguntas e descobertas.

Em vez de apenas contar às crianças que “a Primavera chegou”, podemos perguntar:

“O que está diferente lá fora?”

E deixar que a própria natureza nos ajude a encontrar as respostas.

Crianças explorando a natureza em experiências sobre a Primavera na Educação Infantil 🌸🌿

🌼 Para quais idades?

As experiências podem ser adaptadas para bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas, respeitando as possibilidades de exploração de cada grupo.

Com os bebês, podemos privilegiar experiências sensoriais, pequenos passeios, observação, contato com elementos naturais seguros e interação com o adulto.

Com as crianças maiores, ampliamos as possibilidades de investigação, comparação, registro, cuidado com as plantas e levantamento de hipóteses.

🌿 1. O que mudou lá fora?

Convide as crianças para um passeio pelo pátio, jardim ou outro espaço externo da instituição.

Não é necessário começar explicando o que devem procurar.

Observe junto com elas.

Há flores?

Folhas novas?

Alguma árvore está diferente?

Existem insetos por perto?

O chão está seco ou úmido?

As crianças podem apontar, comentar, tocar elementos seguros e compartilhar aquilo que chamou sua atenção.

A Primavera começa a fazer sentido quando deixa de ser apenas uma palavra e passa a ser algo que a criança percebe no ambiente.

🔎 2. Pequenos investigadores da natureza

Durante os passeios, incentive a observação de pequenos detalhes.

Uma folha pode ter linhas, manchas, diferentes tonalidades e texturas.

Uma flor pode ser grande ou pequena, ter muitas ou poucas pétalas.

Com lupas infantis, quando disponíveis, a investigação pode ficar ainda mais interessante.

O objetivo não é encontrar respostas prontas, mas aprender a olhar com atenção.

🌺 3. Flores não são todas iguais

Apresente flores verdadeiras que possam ser observadas com segurança ou aproveite aquelas existentes no ambiente da instituição.

As crianças podem comparar cores, tamanhos, formatos e cheiros.

Qual é maior?

Elas têm a mesma quantidade de pétalas?

Todas possuem cheiro?

Em vez de mostrar apenas desenhos padronizados de flores, oferecemos às crianças a oportunidade de perceber que a natureza é cheia de diferenças.

🎨 4. As cores que encontramos na natureza

Que cores existem no jardim?

As crianças podem procurar diferentes tonalidades em folhas, flores, sementes, pedras e outros elementos naturais.

Depois da observação, tintas, lápis, giz ou outros materiais podem ser disponibilizados para que representem aquilo que perceberam.

Não é necessário dizer que a folha deve ser verde ou que a flor precisa ter determinada cor.

A observação vem antes do modelo.

🍃 5. Coleção de pequenos tesouros

Folhas e outros elementos naturais que já estejam caídos no chão podem formar uma pequena coleção para investigação.

As crianças podem tocar, comparar, organizar e criar diferentes agrupamentos.

Algumas poderão separar por tamanho.

Outras pela cor.

Outras pela textura ou simplesmente por critérios que elas mesmas inventarem.

Depois, podemos perguntar:

“Como você decidiu colocar estes juntos?”

A resposta da criança pode revelar muito sobre seu raciocínio.

🌱 6. Vamos cuidar de uma planta?

Plantar uma semente ou cuidar de uma pequena planta permite acompanhar transformações que não acontecem imediatamente.

As crianças podem participar de ações simples, como colocar terra, regar e observar.

Com o passar dos dias, podemos conversar:

“O que mudou?”

“Apareceu alguma coisa nova?”

“Do que será que essa planta precisa?”

Assim, o cuidado passa a fazer parte da experiência.

🐝 7. Quem visita nosso jardim?

Flores e plantas também podem aproximar as crianças da observação de pequenos animais.

Borboletas, abelhas, joaninhas, formigas e outros visitantes podem despertar muita curiosidade.

A observação deve acontecer com segurança e respeito aos animais, sem necessidade de capturá-los.

Podemos conversar sobre aquilo que percebemos:

“Onde ele pousou?”

“Como se movimenta?”

“Por que será que veio até aqui?”

Uma pequena visita pode se transformar em uma grande investigação.

🖌️ 8. Pintando aquilo que observamos

Depois das explorações, ofereça diferentes materiais para que as crianças possam representar suas descobertas.

Elas podem desenhar, pintar, fazer marcas, misturar cores ou criar composições inspiradas naquilo que observaram.

Não é necessário entregar uma flor pronta para ser colorida.

Uma criança pode representar uma flor com poucas marcas; outra pode ocupar toda a folha com cores.

Na Educação Infantil, o valor está no processo de criação, e não em fazer todas as produções parecerem iguais.

🌸 9. Uma obra feita pela natureza e pelas crianças

Folhas, gravetos, pétalas já caídas e outros materiais naturais seguros podem ser utilizados em composições temporárias.

As crianças podem organizar os elementos sobre o chão, uma bandeja ou outra superfície.

Podem criar círculos, caminhos, personagens, jardins imaginários ou simplesmente experimentar diferentes arranjos.

E existe algo bonito nessa proposta: a obra não precisa durar para sempre para que a experiência seja significativa.

📖 10. O livro das descobertas da Primavera

Ao longo das experiências, registre frases, perguntas e descobertas das crianças.

Os desenhos e outras produções também podem fazer parte de um livro coletivo.

Em vez de um livro em que todas as páginas são iguais, teremos um registro daquilo que aquele grupo realmente observou e viveu.

O professor pode ler posteriormente as falas registradas, permitindo que as crianças retomem suas próprias descobertas.

👶 E com os bebês?

A Primavera também pode ser vivenciada pelos bebês.

Pequenos passeios ao ar livre permitem observar árvores em movimento, sentir o vento, perceber a luz, ouvir pássaros e entrar em contato com diferentes elementos do ambiente.

Folhas grandes e seguras podem ser oferecidas para exploração acompanhada. Flores podem ser observadas junto ao adulto sem necessidade de colocá-las nas mãos ou permitir que sejam levadas à boca.

O professor pode conversar durante a experiência:

“Olha a folha balançando!”

“Você viu aquela flor?”

“Sentiu o vento?”

Para o bebê, descobrir a Primavera não significa aprender o nome da estação.

Significa viver experiências com o mundo que está ao seu redor.

🌈 BNCC NA PRÁTICA

As experiências relacionadas à Primavera podem dialogar especialmente com o campo Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações, articulando-se também com Traços, sons, cores e formas, Corpo, gestos e movimentos e Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Entre os objetivos que podem se relacionar às propostas estão:

👶 Bebês — EI01ET03
Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas.

🧒 Crianças bem pequenas — EI02ET03
Compartilhar com outras crianças situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela.

👧 Crianças pequenas — EI03ET03
Identificar e selecionar fontes de informações para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos e sua conservação.

Outros objetivos podem ser selecionados pelo professor conforme a faixa etária e a experiência desenvolvida.

Os direitos de aprendizagem e desenvolvimento presentes nessas propostas incluem Conviver, Brincar, Participar, Explorar, Expressar e Conhecer-se.

🌷 Primavera não precisa ser uma flor de papel

Trabalhar a Primavera na Educação Infantil não precisa significar encher a sala de flores confeccionadas pelos adultos ou produzir trinta lembrancinhas iguais.

Podemos aproveitar essa época para fazer algo muito mais simples — e muito mais significativo:

sair com as crianças e observar o que está acontecendo no mundo.

Uma folha encontrada no chão pode iniciar uma conversa.

Uma flor pode provocar uma pergunta.

Uma borboleta pode interromper todo o planejamento — e proporcionar justamente a experiência que ninguém havia planejado. ❤️

Quando permitimos que as crianças observem, investiguem, criem e cuidem, a Primavera deixa de ser apenas um tema do calendário.

Ela se transforma em uma experiência vivida.

E talvez a lembrança mais bonita da Primavera não seja aquilo que a professora preparou para a criança levar para casa, mas aquilo que a criança teve a oportunidade de viver, criar e descobrir. 🌸❤️


FLOR COM BALÃO CANUDO - PASSO A PASSO



MATERIAIS:
Uma bomba balão para inflar;
2 Balões canudos vermelhos 260sr;
1 Balão canudo verde 260sr;
1 Balão canudo branco 260sr.


CONFECÇÃO





Infle os balões verde e um vermelho deixando uma ponta de 15cm sem inflar.







Infle o branco apenas na ponta e o amarre para não vazar o ar. Corte a sobra. Inicie a modelagem pelo balão vermelho. A partir da amarração dobre o balão para fazer a primeira pétala. Na altura de fechar a pétala dê duas voltas no balão.Segure a primeira amarração que se formou e repita o processo para fazer a segunda pétala.







Faça as demais pétalas. Nessa altura o próprio balão se firmará sozinho. Posicione o miolo branco e passe a sobra entre as pétalas para prendê-lo a flor. Use a amarração do balão verde para prender o caule, passando o nó entre as uniões das pétalas.





Infle apenas a ponta do balão vermelho que sobrou. Há 20cm do caule (verde) faça uma pétala e coloque o balão vermelho para dar a idéia de botão. Faça novas petalas com o resto do caule. Deixe uma pequena sobra para fazer a amarração final entre as pétalas verdes.

Está pronta sua flor!


Fonte: http://falandodaeducacao.blogspot.com.br

CHAPÉU PARA A PRIMAVERA

Este chapéu é confeccionado com prato de papelão e  você pode fazer as flores com e.v.a. Tenho certeza que as crianças vão amar. Uma arte bonita e fácil de fazer!!!










 Fonte: http://www.enchantedlearning.com

LETRAS DA PALAVRA "PRIMAVERA" PARA COLORIR, RECORTAR E DECORAR SUA SALA DE AULA











Fonte: http://www.jugarycolorear.com

🎭 Teatro e Faz de Conta na Educação Infantil: Primavera, Natureza e Imaginação + BNCC


Experiências para criar personagens, inventar histórias, explorar movimentos, expressar sentimentos e valorizar o protagonismo infantil

O teatro na Educação Infantil não precisa começar com um roteiro pronto, personagens definidos e falas que as crianças precisam decorar.

Ele pode nascer de algo muito mais simples.

Uma flor encontrada no jardim.

Um tecido que se transforma em asa.

Uma criança que decide ser borboleta.

Outra que anuncia:

“Eu vou ser a chuva!”

E, de repente, uma história começa.

Quando o teatro se aproxima do faz de conta, as crianças deixam de ser apenas intérpretes de uma história preparada pelo adulto e passam a participar de sua criação.

Na Primavera, a própria natureza pode ser o ponto de partida.

Que personagens poderiam morar em nosso jardim?

O que aconteceria se uma flor começasse a conversar?

E se uma borboleta precisasse da ajuda das crianças?

É justamente aí que começa nossa brincadeira. 🌸

rianças brincando de teatro e faz de conta inspirado na Primavera na Educação Infantil


🌼 Para quais idades?

As propostas podem ser adaptadas para diferentes grupos da Educação Infantil.

Com os bebês, o professor pode criar pequenas cenas utilizando gestos, sons, tecidos, objetos e personagens, permitindo que participem por meio do olhar, do sorriso, dos movimentos, das vocalizações e das interações.

Com as crianças bem pequenas e pequenas, ampliamos as possibilidades de escolha de personagens, criação de movimentos, diálogos espontâneos e construção coletiva de pequenas histórias.

O mais importante é lembrar que participar de uma experiência teatral não significa necessariamente falar diante de um público.

Cada criança pode participar de acordo com suas possibilidades e interesses.

🌸 1. Quem mora neste jardim?

Prepare um espaço simples com tecidos, folhas, flores, gravetos ou outros elementos seguros.

Não diga antecipadamente quais personagens deverão aparecer.

Pergunte:

“Quem será que poderia morar aqui?”

Podem surgir borboletas, joaninhas, passarinhos, flores falantes, formigas, árvores, fadas ou personagens que somente as crianças seriam capazes de imaginar.

Registre suas ideias.

A primeira história já começou.

🦋 2. Como esse personagem se movimenta?

Depois de escolher alguns personagens, explore seus movimentos.

Como uma borboleta se movimentaria?

E uma árvore quando venta?

Como seria uma sementinha começando a crescer?

E uma flor acordando pela manhã?

Não existe um movimento que todas as crianças precisem reproduzir.

Cada uma pode experimentar com o próprio corpo.

🎵 3. E se a natureza tivesse sons?

Convide as crianças a imaginar os sons da história.

O vento pode ser produzido com a voz.

Folhas podem fazer pequenos ruídos.

As mãos podem representar a chuva.

Instrumentos e objetos sonoros também podem participar.

Depois pergunte:

“Que som teria uma flor crescendo?”

Talvez essa pergunta não tenha uma resposta conhecida.

Ainda bem. ❤️

🌺 4. Uma flor começou a conversar...

Apresente uma flor de tecido, papel ou outro material e dê início a uma situação:

“Hoje aconteceu uma coisa muito estranha no jardim. Esta flor começou a conversar...”

Pare.

Não conte o restante.

Pergunte às crianças:

“O que será que ela disse?”

Cada resposta pode levar a história para um caminho diferente.

O professor deixa de controlar toda a narrativa e passa a construí-la junto com o grupo.

🎭 5. Quem você gostaria de ser?

Disponibilize materiais simples para caracterização: tecidos, fitas, chapéus, pedaços de tule, tiaras ou outros acessórios seguros.

Uma criança pode querer ser uma flor.

Outra, o vento.

Outra, uma joaninha.

E alguém talvez responda:

“Eu quero ser um dinossauro!”

E por que não?

O dinossauro acaba de chegar à Primavera. 😂

O faz de conta não precisa obedecer ao planejamento do adulto para ser uma experiência significativa.

🌿 6. O cenário também pode ser criado pelas crianças

Em vez de entregar um cenário completamente pronto, convide as crianças a pensar:

“Do que nossa história precisa?”

Caixas podem virar árvores.

Tecidos podem representar céu, grama ou rios.

Papéis podem se transformar em flores.

Elementos naturais podem compor pequenos espaços.

O cenário passa a fazer parte da investigação e da criação.

😊 7. Como nosso personagem está se sentindo?

As histórias também podem abrir espaço para falar sobre sentimentos.

Talvez a flor esteja alegre porque recebeu água.

A borboleta pode estar assustada.

A árvore pode sentir saudade.

Pergunte:

“Como você acha que esse personagem está se sentindo?”

“O que aconteceu para ele se sentir assim?”

“O que poderíamos fazer?”

Não é necessário procurar uma resposta correta.

Estamos criando oportunidades para que as crianças expressem ideias e percebam diferentes sentimentos e perspectivas.

📖 8. Uma história construída aos poucos

O professor pode iniciar:

“Era uma vez um jardim onde aconteceu uma coisa muito diferente...”

Uma criança acrescenta uma ideia.

Outra continua.

O professor pode registrar algumas falas para posteriormente recontar a história criada pelo grupo.

O resultado provavelmente não terá começo, meio e fim perfeitos.

Mas terá algo muito mais importante:

as ideias das crianças.

🎬 9. Nosso teatro não precisa de ensaio perfeito

Depois das explorações, as crianças podem brincar livremente com os personagens e situações criadas.

Se surgir espontaneamente uma pequena dramatização, ela pode ser compartilhada com outra turma ou simplesmente vivida pelo próprio grupo.

Não precisamos transformar toda experiência teatral em apresentação para as famílias.

Nem corrigir uma criança porque esqueceu uma fala.

Nem repetir a cena até que todos façam exatamente aquilo que o adulto imaginou.

Na Educação Infantil, o processo pode ser muito mais importante do que o espetáculo.

✨ 10. Uma história que ninguém conhece ainda

Agora podemos lançar um último desafio:

“Vamos inventar uma história que nunca existiu?”

Escolham um lugar.

Criem personagens.

Imaginem um problema.

Experimentem movimentos, sons e diálogos.

O professor pode ajudar a organizar as ideias sem assumir a autoria da história.

E talvez surja uma narrativa sobre uma flor que perdeu suas pétalas.

Ou uma abelha que não sabia voar.

Ou uma árvore que resolveu passear pela cidade.

Ou aquele dinossauro que se recusou a sair da nossa Primavera. 😂🦖🌸

Quando as crianças percebem que suas ideias podem transformar a brincadeira, também começam a compreender que elas são capazes de criar histórias.

👶 E com os bebês?

O teatro dos bebês pode acontecer em experiências muito pequenas.

Um tecido aparece e desaparece.

Uma flor se aproxima lentamente.

Um fantoche faz um som.

O professor muda a expressão do rosto.

Uma pequena narrativa acompanha os movimentos.

O bebê observa, sorri, vocaliza, movimenta o corpo ou tenta alcançar o personagem.

Essas respostas também são formas de participação.

Não precisamos colocar o bebê diante de uma plateia ou caracterizá-lo para que ele tenha uma experiência com a linguagem teatral.

Para ele, o encontro entre voz, gesto, movimento, objeto e interação já pode abrir portas para o imaginário.

🌈 BNCC NA PRÁTICA

Experiências de teatro e faz de conta podem dialogar especialmente com os campos Escuta, fala, pensamento e imaginação, O eu, o outro e o nós e Corpo, gestos e movimentos.

Alguns objetivos que podem se relacionar às propostas são:

👶 Bebês — EI01EF06
Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.

🧒 Crianças bem pequenas — EI02EF01
Dialogar com crianças e adultos, expressando desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

👧 Crianças pequenas — EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências por meio da linguagem oral e escrita espontânea, fotografias, desenhos e outras formas de expressão.

Outros objetivos podem ser selecionados pelo professor conforme a experiência realizada e a faixa etária das crianças.

Os direitos de aprendizagem e desenvolvimento envolvidos incluem Conviver, Brincar, Participar, Explorar, Expressar e Conhecer-se.

💡 O olhar do professor faz diferença

No teatro tradicional, muitas vezes pensamos primeiro naquilo que será apresentado.

Na Educação Infantil, podemos inverter essa lógica e pensar primeiro:

O que as crianças poderão experimentar?

O professor pode organizar ambientes, disponibilizar materiais, apresentar pequenas provocações e acompanhar as histórias que surgem.

Isso não significa ausência de planejamento.

Significa planejar possibilidades, e não determinar antecipadamente tudo aquilo que a criança deverá fazer.

❤️ Quando a criança também pode contar a história

O teatro na Educação Infantil pode ser muito mais do que decorar falas, vestir uma fantasia e apresentar uma história criada pelos adultos.

Pode ser espaço para imaginar, movimentar-se, comunicar-se, experimentar personagens, expressar sentimentos e construir narrativas junto com outras crianças.

A Primavera pode inspirar essas experiências, mas não precisa determinar todas elas.

Talvez nossa história comece com uma margarida...

...e termine com uma joaninha, uma tempestade, três borboletas e um dinossauro tomando conta do jardim. 😂🌼🦖

E está tudo bem.

Porque, quando abrimos espaço para o faz de conta, a criança não precisa apenas entrar em uma história que já existe.

Ela também pode criar uma história que nunca existiu antes. ❤️


🌷 Um olhar construído com o tempo

Durante muitos anos, as apresentações fizeram parte da minha prática na Educação Infantil. Foram muitos ensaios, cenários, personagens e falas preparados com carinho.

As crianças se esforçavam muito para aprender o que havíamos ensaiado, mas nem sempre aquele processo parecia prazeroso para elas. E, no dia da apresentação, acontecia algo que hoje consigo compreender de outra maneira.

Às vezes, bastava uma criança encontrar os olhos dos pais na plateia para começar a chorar. O personagem desaparecia naquele instante. A flor, a borboleta ou qualquer outro personagem que havíamos ensaiado por tantos dias só queria correr para os braços da mãe ou do pai.

E lá íamos nós, professoras, tentando reorganizar uma apresentação que, de repente, estava sem alguns de seus personagens. 😊

Na época, parecia que alguma coisa havia dado errado.

Hoje, depois de tantos anos vividos na Educação Infantil, consigo olhar para aquelas cenas com mais sensibilidade.

Quando o personagem chorava e corria para o colo da mãe, talvez não fosse o teatro dando errado. Era a criança nos lembrando que continuava sendo criança. ❤️

Essa compreensão também transformou meu olhar sobre o teatro na Educação Infantil. Não precisamos buscar crianças que decorem perfeitamente suas falas, permaneçam exatamente nos lugares marcados ou apresentem aos adultos aquilo que ensaiamos.

Podemos oferecer algo muito mais precioso: oportunidades para brincar, imaginar, criar personagens, inventar histórias, movimentar-se e expressar-se com liberdade.

Porque talvez o teatro mais bonito da infância não seja aquele em que tudo acontece conforme o roteiro.

Talvez seja aquele em que ainda existe espaço para a criança ser criança. 🌼

MODELO DE LIVRINHO COFECCIONADO POR ALUNOS - "A PRIMAVERA DA LAGARTA"

Olha que lindo, encontrei na net, foram usadas várias técnicas para confeccioná-lo: colagem, dobraduras, carimbos com as mãos, etc. Muito legal para trabalhar com os pequenos o tema "Primavera"!














modelo encontrado na net

O GIRASSOL SOLITÁRIO











fonte: https://plus.google.com/photos/114849666184231158651/albums/5516063673205319569